sábado, abril 30, 2016

O MAL DA CORRUPÇÃO, POR DOM FERNANDO RIFAN


A corrupção é considerada pela ONU o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros. A corrupção propicia a ocupação de cargos por pessoas indignas, manobras políticas, compra de votos, licitações desonestas, o desvio, a malversação e o desperdício do dinheiro público, a impunidade, o tráfico de drogas, a sua veiculação nos presídios etc.

Certa vez, um rei perguntou aos seus ministros a causa de o dinheiro público não chegar ao seu destino como quando saiu da sua fonte. Um ministro mais velho, sentado na outra cabeceira da mesa, tomou uma grande pedra de gelo e pediu que a passassem de mão em mão até o Rei. Quando a pedra lá chegou estava bem menor. O ministro então disse: é essa a explicação: “passa por muitas mãos e sempre deixa alguma coisa”.

“Aquele que ama o ouro não estará isento de pecado; aquele que busca a corrupção será por ela cumulado. O ouro abateu a muitos... Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula... Quem é esse homem para que o felicitemos? Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito está reservada uma glória eterna:... ele podia fazer o mal e não o fez” (Eclo 31, 5-10). São palavras de Deus para todos nós.

Ao ler o título desse artigo, pensa-se logo nos políticos. Mas há muita gente, fora da política, que se enquadra nesse título: quantos exploradores da coisa pública, quantos sugadores do Estado, que não são políticos! Aí se enquadram todos os profissionais ou amadores que se corrompem pelo dinheiro. Quem vota por dinheiro é corrupto. Quem vota apenas por emprego próprio é corrupto. Quem corre atrás dos políticos para conseguir benesses espúrias é corrupto. O Papa Francisco tem insistido sobre a diferença entre pecado e corrupção, entre o pecador e o corrupto. Segundo ele, pecadores somos todos nós, mas o corrupto é aquele que deu um passo a mais: perdeu a noção do bem e do mal. Já não tem mais o senso do pecado. Os corruptos fazem de si mesmos o único bem, o único sentido; negando-se a reconhecer a Deus, o sumo Bem, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. O Papa lembrou que São Pedro foi pecador, mas não corrupto, ao passo que Judas, de pecador avarento, acabou na corrupção. “Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção. Pecadores sim, corruptos, não.” (Homilia, 4/6/2013).

A Igreja proclamou padroeiro dos Governantes e dos Políticos São Tomás More, “o homem que não vendeu sua alma”, exatamente porque soube ser coerente com os princípios morais e cristãos até ao martírio. Advogado, Lorde Chanceler do Reino da Inglaterra, preferiu perder o cargo com todas as suas regalias e a própria vida a trair sua consciência.

No atual clima de corrupção e venalidade que invadiu o sistema social, político, eleitoral e governamental, possa o exemplo de Santo Tomás More ensinar aos políticos, atuais e futuros, e a todos nós, que o homem não pode se separar de Deus, nem a política da moral, e que a consciência não se vende por nenhum preço, mesmo que isto nos custe caro e até a própria vida.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quinta-feira, abril 28, 2016

AGRADECIMENTO DA FAMÍLIA DO PADRE MARCOS ANTONIO


quarta-feira, abril 27, 2016

PASTORAL DA FAMÍLIA, ALEGRIA DO EVANGELHO





Queridos irmãos e irmãs venho reforçar o convite para que estejam , no dia 02 de maio de 2016, para mais um encontro da Pastoral da Família, às 19 h e 30 min, no salão paroquial. Nossos encontros ainda serão feitos em forma de aprofundamento (palestras) e em nosso segundo encontro falaremos sobre a Exortação Apostólica do Papa Francisco, Alegria do Evangelho , assim vamos passo a passo percebendo e escutando os apelos da Igreja que nos convida na voz do pastor a anunciarmos o Boa Nova de Jesus. 

Aproveito para dizer que a Exortação está a venda na secretaria da Paróquia, bem como a mais nova Exortação Alegria do Amor, que muito em breve meditaremos também . 

A Paz de Cristo, Feliz Páscoa


Padre Marcos Belizário Ferreira
pároco 





Evangelii Gaudium (em latim) ou Alegria do Evangelho (em português), é a primeira Exortação Apostólica pós-Sinodal escrita pelo Papa Francisco. Foi publicada no encerramento do Ano da Fé, no dia 24 de novembro do ano de 2013.

Como a maioria das exortações apostólicas, foi escrita após uma reunião do Sínodo dos Bispos, neste caso, a XIII Assembleia Geral Ordinária sobre A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. , que reuniu 170 bispos do mundo inteiro em Roma em outubro de 2012. O documento trata principalmente sobre a evangelização.

A exortação tem mais de 200 páginas e está dividida em cinco capítulos, além da introdução:

  • A transformação missionária da Igreja;
  • Na crise do compromisso comunitário;
  • O anúncio do Evangelho;
  • A dimensão social da Evangelização;
  • Evangelizadores com Espírito.

O tema principal é o anúncio missionário do Evangelho e sua relação com a alegria cristã, mas fala também sobre a paz, a homilética, a justiça social, a família, o respeito pela criação (ecologia), o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, e o papel das mulheres na Igreja.

Também critica o consumo da sociedade capitalista, e insiste que os principais destinatários da mensagem cristã são os pobres. Acusa também o atual sistema econômico de ser injusto, baseado na tirania do mercado, a especulação financeira, a corrupção generalizada e a evasão fiscal.




terça-feira, abril 26, 2016

FREI HENRIQUE DE COIMBRA,PRIMEIRA MISSA NO BRASIL


Olivença, Frei Henrique de Coimbra e a Primeira Missa no Brasil

Ao domingo de Pascoela pela manhã, (26 de Abril de 1500), determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os capitães que se arranjassem nos batéis e fossem com ele. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fez dizer missa, a qual disse o padre frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros padres e sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual esteve sempre bem alta, da parte do Evangelho. Acabada a missa, desvestiu-se o padre e subiu a uma cadeira alta; e nós todos lançados por essa areia. E pregou uma solene e proveitosa pregação, da história evangélica; e no fim tratou da nossa vida, e do achamento desta terra, referindo-se à Cruz, sob cuja obediência viemos, que veio muito a propósito, e fez muita devoção. (...) Acabada a pregação encaminhou-se o Capitão, com todos nós, para os batéis, com nossa bandeira alta.» (Carta de Pero Vaz de Caminha) 

Olivença e o Bispado de Ceuta

Quando Olivença passou a integrar o território nacional, pelo Tratado de Alcanizes de 1297, manteve-se dependente do Bispado de Badajoz, o mesmo sucedendo com Ouguela e Campo Maior, que pelo mesmo acto internacional entraram no espaço de soberania nacional(1). Idêntica situação viveram as terras de Riba Côa, permanecendo dependentes de Ciudad Rodrigo em matéria episcopal. Esta falta de coincidência entre as fronteiras políticas de Portugal e os limites dos seus bispados e arcebispados tinha outros paralelos mais remotos, não resultando em exclusivo dos acertos territoriais acordados entre D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela. Nos fins do século XIV, com o Cisma do Ocidente e o agudizar do conflito político-militar travado entre Portugal e Castela, desenvolve-se um fenómeno de nacionalização da igreja portuguesa, passando os nossos territórios religiosamente dependentes das dioceses de Tuy, Ciudad Rodrigo e Badajoz a eleger os seus próprios administradores eclesiásticos. O processo culminou com a união das terras de Riba-Côa ao Bispado de Lamego em 1403 e com a transferência de Olivença, Ouguela e Campo Maior para o Bispado de Ceuta em 1444. Em 1475 Olivença foi desanexada do Bispado de Ceuta, ficando unida ao Arcebispado de Braga. Só no reinado do Rei D. Manuel, Olivença foi reintegrada no Bispado de Ceuta, em resultado de um acordo celebrado em 1512 entre o Bispo desta cidade, Frei Henrique de Coimbra e o Arcebispo de Braga D. Diogo de Sousa. O território de Valença, que em 1444 havia sido incorporado no Bispado de Ceuta, transitou pelo mesmo acordo para a mitra bracarense. A partir de Frei Henrique de Coimbra os bispos de Ceuta passaram a residir em Olivença. Entre 1513 e 1570 exerceram o seu episcopado nesta vila os bispos D. Frei Henrique de Coimbra, D. Diogo da Silva, D. Diogo Ortiz de Vilhegas e D. Jaime de Lencastre. Nesta última data Olivença foi incorporada na diocese de Elvas, então criada, o mesmo sucedendo com Ouguela e Campo Maior. Pela mesma altura a Diocese de Ceuta foi suprimida, sendo reunida ao Bispado de Tânger.

Frei Henrique de Coimbra e a Primeira Missa no Brasil

O primeiro bispo de Ceuta residente em Olivença, apesar de natural de Coimbra, estava ligado àquela vila alentejana por laços familiares.(2) Antes de assumir a mitra oliventina fora confessor de D. João II, tendo exercido magistério confessional no Mosteiro de Jesus de Setúbal.(3) Na viagem de Pedro Álvares Cabral que em 1500 rumava até à Índia, Frei Henrique de Coimbra dirigia um grupo de religiosos destinados às missões do oriente. Frei Henrique de Coimbra destacava-se assim como pioneiro entre os missionários portugueses em terras Indianas. Antes disso, na passagem da frota cabralina por terras de Vera Cruz, este franciscano presidiu à celebração da primeira missa rezada nesta região da América do Sul. Estava-se a 26 de Abril de 1500(4). Em Calecute, dos oito franciscanos que compunham a expedição cinco foram mortos em razão do recontro entre os portugueses e os muçulmanos, na sequência da traição do Samorim. Nesse incidente foi assassinado o célebre autor da Carta do achamento do Brasil, Pero Vaz de Caminha. Frei Henrique salvou-se a muito custo, regressando a Portugal cumulado de glória pelos muitos elogios que sobre os seus feitos teceu Pedro Álvares Cabral ao Rei Venturoso.(5) O Rei D. Manuel acabou por escolher Frei Henrique para Bispo de Ceuta, o que foi confirmado pelo Papa Júlio II em 30 de Janeiro de 1505.(6) Ao tomar posse de Olivença, no seguimento do acordado com o Arcebispo de Braga em 1512, Frei Henrique de Coimbra decidiu-se a construir os Paços Episcopais, o Tribunal e o Aljube(7). Pela mesma época se começou a construir a Igreja de Santa Maria Madalena de Olivença, «um dos espécimes mais nobres e mais puros do estilo manuelino»(8), segundo Reinaldo dos Santos; edifício que serviu de Sé Catedral do Bispado de Ceuta durante quase meia centúria, obra para a qual terá sido decisiva a acção do seu primeiro bispo. Como preito de homenagem da catedral ao seu bispo, a Igreja da Madalena, como vulgarmente é chamada em Olivença, guarda no seu regaço os restos mortais do seu notável prelado, a quem a monumentalidade da vila tanto deve(9).
Tão intimamente ligada à história de Ceuta, Olivença tal como a primeira cidade portuguesa de Marrocos vieram a cair nas mãos dos vizinhos espanhóis. Ambas aguardam hoje a sua Libertação. Marrocos continua a reclamar a entrega de Ceuta e Melilla esperando apenas tempo mais azado para o conseguir. Portugal também não esqueceu que Olivença é de direito uma terra portuguesa. E a História ainda não findou para Olivença. A menos que tenha terminado para Portugal!?... 

(1) Cf. Matos Sequeira e Rocha Júnior, Olivença, Lisboa, Portugalia Editora, 1924, p. 105.
(2) O seu nome seria Frei Henrique de Vasconcelos. Teve alguns familiares em Olivença, incluindo seu irmão Manuel de Vasconcelos. Vide Amadeu Rodrigues Pires, «Frei Henrique de Coimbra», in Boletim do Grupo Amigos de Olivença, Nº 3/4, Lisboa, 1957, p. 6.
(3) Matos Sequeira e Rocha Júnior, ob. cit., p. 107.
(4) A cruz de ferro forjado possivelmente usada na cerimónia está hoje no Museu da Sé de Braga.
(5) Amadeu Rodrigues Pires, ob. cit. p. 6.
(6) Matos Sequeira e Rocha Júnior, ob. cit., p. 107.
(7) Ibidem.
(8) Reinaldo dos Santos, O Manuelino, Lisboa, Academia Nacional de Belas Artes, 1952, p. 28.
(9) - Frei Henrique de Coimbra morreu repentinamente em 1532. Esteve sepultado na Capela-Mor da Igreja da Madalena, talvez em campa rasa, até 1720. Nesta data terá sido transferido para a Capela do Senhor Jesus, situada na cabeceira da igreja, do lado do evangelho, num sarcófago que tem a inscrição: «AQVI JAZ HO BISPO DE CEITA DOM ANRIQUE FALECEO A 24 DE SETEMBRO DE 1532 ANS». Era Mestre em Teologia.
Foi desembargador da Casa da Suplicação, em Lisboa. E por pouco tempo Bispo desta cidade nos últimos anos da sua vida. Vide Fortunato de Almeida, História da Igreja em Portugal, Vol. II, Porto, l968, PÁG. 688. 

Mário Rodrigues
Amigos de Olivença

SÃO MARCOS, 25 DE ABRIL



O Evangelista São Marcos (João Marcos) era hebreu de origem, da tribo de Levi, foi um dos primeiros discípulos de São Pedro, que na festa de Pentecostes receberam o santo Batismo das mãos do Apóstolo, razão talvez, de São Pedro em sua primeira epístola o chamar “seu filho”. (I. Pedro, 5, 13).

Apostolado em Roma

Seu apostolado é intimamente ligado também ao de São Paulo, em Roma, onde desenvolveu um zelo e atividade apostólicos tais, que seu Chefe desejou tê-lo sempre em sua companhia.

Em Roma teve São Marcos o prazer de ver os belos frutos, que a pregação do príncipe dos Apóstolos produzira, crescendo dia por dia o número dos que pediam o santo Batismo.

Durante sua ausência, São Pedro confiou a São Marcos a vigilância sobre a jovem Igreja. Atendendo ao insistente pedido dos primeiros cristãos de Roma, de deixar-lhes um documento escrito, que contivesse tudo que da sua e da boca de São Pedro ouviram da vida, da dou­trina, dos milagres e da morte de Jesus Cristo, São Marcos escreveu o Evangelho que lhe traz o nome, dos quatro Evangelhos o mais curto e por assim dizer, o mais incompleto; não contém a história da Infância de Cristo, nem o sermão da montanha. São Pedro leu-o apro­vou-o e recomendou aos cristãos que dele fizessem a leitura.

Outros destinos de São Marcos

Depois de ter passado alguns anos em Roma, São Marcos pregou o Evangelho na ilha de Chipre, no Egito e nos países vizinhos. As conversões produzidas por esta pregação contavam-se aos milhares.

Milhares de ídolos ruíram por terra, e nos lugares dos templos se ergueram igrejas cristãs. O Egito, antes um país entregue à mais crassa idolatria, tornou-se teatro da mais alta perfeição cristã e refúgio de muitos eremitas.

São Marcos trabalhou 19 anos em Alexandria, aonde a Igreja chegou a um estado de extraordinário esplendor.

Observavam do modo mais perfeito os conselhos evangélicos, abstendo-se, a exemplo do mestre, do uso da carne e do vinho e distribuindo os bens entre os pobres. Inúmeros eram aqueles que viviam em perfeita castidade. O número dos cristãos cresceu de tal maneira, que para todos terem ocasião de assistir ao santo sacrifício da Missa e à pregação, foi necessária destacar um número de casas bem grande onde se pudessem reunir.

Conspirações contra São Marcos

Tão grande prosperidade da causa do Senhor não podia deixar de inquietar e irritar os sacerdotes pagãos contra o grande Apóstolo. São Marcos, sabendo que os inimigos seus e de Cris­to estavam conspirando contra sua vida, e, prevendo uma perseguição, na qual muitos cristãos poderiam não ter a força de perseverar na fé, ausentou-se da cidade. Dois anos durou essa ausência.

Ao voltar, havia uma grande festa, que os pagãos celebravam em honra do deus Serapis. A maior homenagem que podiam render à divindade havia de ser — assim opinavam os idólatras — a oferta da vida do Galileu: por este no­me era conhecido o grande evangelista.

Imediatamente se puseram a caminho em busca de São Marcos. A eles se uniu o populacho. Descobrir-lhe paradeiro e penetrar na casa que hospedava, foi obra de minutos.

São Marcos estava celebrando os santos mistérios, quando a horda sequiosa do seu sangue, entrou. Prenderam-no e, com escolhida brutalidade, conduziram-no pelas ruas da cidade. O trajeto todo ficou marcado do sangue do Mártir. São Marcos nenhuma resistência fez; ao contrário, deu louvor a Deus por ter sido achado digno de sofrer pelo nome de Cristo.

Na noite seguinte apareceu-lhe um anjo e disse-lhe: “Marcos, Servo de Deus, teu nome está escrito no livro da vida, e tua memória jamais se apagará. Os Arcanjos receberão em paz teu espírito”.

Além desta teve a aparição de Deus Nosso Senhor, da maneira por que muitas vezes o tinha visto durante a vida mortal e disse-lhe: “Marcos, a paz seja contigo”.

Es­tas, como as palavras do Anjo, encheram a alma do Mártir de grande consolo e ânimo.

Morte de São Marcos

Os pagãos quiseram incinerar-lhe o corpo. Uma fortíssima tempestade, que sobreveio, frustrou-lhes os planos e forneceu aos cristãos, ocasião de tirar o corpo e dar lhe honesta sepultura, numa rocha em Bucoles.O dia seguinte, 25 de abril, foi o dia do martírio. Os pagãos maltratavam-no de um modo tal que morreu no meio das crueldades. As últimas palavras que proferiu foram: “Em vossas mãos encomendo o meu espírito”.

Em 815 foram as relíquias de São Marcos transportadas para Veneza, onde ainda se acham. O leão é o símbolo deste evangelista, que inicia seu Evangelho com estas palavras:

“Voz daquele que clama no deserto: Preparai os caminhos do Senhor”.

segunda-feira, abril 25, 2016

V DOMINGO DA PÁSCOA


Os cristãos iniciaram sua expansão numa sociedade em que havia diferentes termos para expressar o que nós chamamos hoje amor. A palavra mais usada era “filia”, que significa o afeto para com uma pessoa próxima e era empregada para falar da amizade , do carinho ou do amor aos parentes e amigos. Também se falava de “eros” para designar a inclinação prazenteira, o amor apaixonado ou simplesmente o desejo orientado para quem nos faz sentir alegria e satisfação . 

Os primeiros cristãos abandonaram praticamente esta terminologia e puseram em circulação outra palavra quase desconhecida , “ágape', atribuindo-lhe um conteúdo novo e original. Não queria que o amor inspirado em Jesus se confundisse com qualquer outra coisa. Daí seu interesse em formular exatamente o “mandamento do amor': Dou-vos um novo mandamento que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. 

O modo de amar de Jesus é inconfundível Ele não se aproxima das pessoas buscando o próprio interesse ou satisfação , sua segurança ou bem-estar . Só pensa em fazer o bem, acolher, dar o melhor que tem , oferecer amizade , ajudar a viver. Assim Ele será lembrado anos mais tarde nas primeiras comunidades cristãs. “Passou toda sua vida fazendo o bem ”.





Por isso seu amor tem um caráter serviçal. Jesus se coloca a serviço dos que são mais necessitados . Dá lugar em seu coração e em sua vida aos que não têm lugar na sociedade nem na preocupação das pessoas. Defende os fracos e pequenos , , os que não têm poder para defender-se a si mesmos , os que não são grandes nem importantes. Aproxima-se daqueles que estão sós e desvalidos , os que não conhecem o amor ou amizade de ninguém .



É comum entre nós amar aqueles que nos apreciam e amam de verdade , ser carinhosos e atentos com nossos familiares e amigos, para depois viver indiferentes com os que sentimos como estranhos e alheios ao nosso pequeno mundo de interesses . No entanto , o que distingue o seguidor de Jesus não qualquer “amor”m mas precisamente esse modo de amar que consiste em aproximar-nos daqueles que podem precisar de nós. Não deveríamos esquecer isto.





CELEBRAÇÃO DA CRISMA 2016




Crismar significa fazer um acordo com Deus

O Catecismo da Igreja Católica ensina que a Confirmação – Crisma, pertence, juntamente com o batismo e a Eucaristia, aos três sacramentos da iniciação cristã da Igreja Católica. Nesse sacramento, tal como ocorreu no Pentecostes, o Paráclito desceu sobre a comunidade dos discípulos, então reunida. Assim como neles, o Espírito Santo também desce em cada batizado que pede à Igreja esse dom [Espírito Santo]. Dessa forma, o sacramento encoraja o fiel e o fortalece para uma vida de testemunho de amor a Cristo.


A Confirmação é o sacramento que completa o batismo e pelo qual recebemos o dom do Espírito Santo. Quem se decide livremente por uma vida como filho de Deus e pede o Paráclito, sob o sinal da imposição das mãos e da unção do óleo do Crisma, obtém a força para testemunhar o amor e o poder do Senhor com palavras e atos. Essa pessoa agora é membro legítimo e responsável da Igreja Católica.








O significado da palavra Crisma


Chama-se Crisma (nas Igrejas Orientais: Crismação com o Santo Myron) por causa do rito essencial que é a unção. Chama-se Confirmação, porque confirma e reforça a graça batismal. O óleo do Crisma é composto de óleo de oliveira (azeite) perfumado com resina balsâmica. Na manhã da Quinta-feira Santa, o bispo o consagra para ser utilizado no batismo, na confirmação, na ordenação dos sacerdotes e dos bispos e na consagração dos altares e dos sinos. O óleo representa a alegria, a força e a saúde. Quem é ungido com o Crisma deve difundir o bom perfume de Cristo (cf. II Cor 2,15).


O efeito da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como no Pentecostes. Tal efusão imprime na alma um carácter indelével e traz consigo um crescimento da graça batismal: enraíza mais profundamente na filiação divina, une mais firmemente a Cristo e a Sua Igreja, revigora na alma os dons do Espírito Santo e dá uma força especial para testemunhar a fé cristã.













Acordo com Deus


O YOUCAT – Catecismo Jovem da Igreja Católica – afirma que ser Confirmado-Crismado significa fazer um acordo com Deus. O confirmado diz: “Sim, eu creio em Ti, meu Deus! Dá-me o Teu Espírito para que eu te pertença totalmente, nunca me separe de Ti e te testemunhe com o corpo e com a alma, durante toda a minha vida, em obras e palavras, em bons e maus dias!”. E Deus diz: “Sim, Eu também creio em ti, Meu filho, e te darei o Meu Espírito e até a mim mesmo, pertencer-te-ei totalmente, nunca me separarei de ti, nesta e na vida eterna, estarei no teu corpo e na tua alma, nas tuas obras e nas tuas palavras mesmo que me esqueças, estarei sempre aqui, em bons e maus dias”.


















sábado, abril 23, 2016

FESTA DE SÃO JORGE E INAUGURAÇÃO DA ALAMEDA PADRE MARCOS ANTÔNIO


Neste Evangelho, a expressão de Jesus, dizendo: “Se alguém quer vir após mim,renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. Pois aquele que quiser salvar sua vida a perderá, mas o que perder sua vida por causa de mim, a salvará”. Pode, à primeira vista, numa visão apenas superficial, conduzir à ideia de que a exigência de Jesus ao seu seguimento pode restringir um pouco nossa liberdade, o que não é correto. Mas, tentando atrair um pouco de luz sobre oassunto, refletiremos neste momento apenas dois pontos: liberdade e renúncia,entre outros que possam ser suscitados sobre este texto.




Liberdade – O ser humano foi criado capaz de raciocinar, quer dizer, que possui a dignidade de uma pessoa dotada de iniciativa e de domínio dos seus atos. A beleza da pessoa humana encontra-se, sobretudo, na sua liberdade (CIC 1730). “Toda pessoa humana, criada à imagem de Deus, tem o direito natural de ser reconhecida como ser livre e responsável. O direito ao exercício da liberdade é uma exigência inseparável da dignidade da pessoa humana, sobretudo em matéria moral e religiosa (CIC 1738)”.

Porém, a liberdade nos foi dada, não para escolhermos indiferentemente o bem ou o mal, mas para escolhermos, por nós mesmos, o bem e o que corresponde à verdade. A graça de Jesus Cristo não pode ser pensada como concorrente da nossa liberdade; pelo contrário, quanto mais dóceis somos ao impulso da graça, mas cresce a nossa liberdade interior, porque temos uma força própria que nos permite fazer verdadeiras escolhas em favor do bem, sem constrangimentos ou resistências interiores.


Renúncia - Pensemos um pouco: o que deve morrer em nós? A que devemos renunciar? Se nós tivéssemos a possibilidade de fazer uma mudança radical e elencar algumas coisas que deveriam deixar de existir em nós, que coisas, sentimentos e erros seriam? Orgulho? Inveja? Hipocrisia? Perversidade? Vaidade? Lembremo-nos que sempre temos a oportunidade de mudança, e muitas vezes não fazemos bom uso dela, mas isto precisa mudar. Nossa reflexão pessoal e comprometida sobre este assunto poderá nos conduzir a uma renúncia adequada aos olhos de Deus. A Palavra de Deus é sempre a oportunidade que temos de conhecer, adequadamente, Sua vontade, o que conduzirá à renúncia daquilo que não seja do seu agrado. Então,não percamos estas chances em nossas vidas.

Fonte: Paróquia do Rosário, Campina Grande , PB






Hoje 23 de abril de 2016 na comemoração dos 2 anos de falecimento de Padre Marcos Antônio, pároco da Matriz de São Conrado entre 2003 e 2012 inauguramos no interior da Matriz, a alameda que leva o seu nome. A alameda assim considero o espaço físico entre o templo e o salão paroquial bem como o jardim da igreja.

Padre Marcos Belizário Fereira
Pároco da Matriz São Conrado