domingo, outubro 19, 2014

BEATIFICAÇÃO DO SERVO DE DEUS PAPA PAULO VI



Com um tempo esplêndido e uma praça de São Pedro repleta de fiéis, Papa Francisco presidiu nesta manhã a Missa, concelebrada com os Padres Sinodais e elevado número de sacerdotes, na conclusão da Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a família, procedendo à Beatificação do Papa Paulo VI.
Neste dia da beatificação do Papa Paulo VI, voltam-me à mente estas palavras com que ele instituiu o Sínodo dos Bispos: «Ao perscrutar atentamente os sinais dos tempos, procuramos adaptar os métodos 
às múltiplas necessidades dos nossos dias e às novas características da sociedade» (Carta ap. Motu próprio Apostolica sollicitudo).

A respeito deste grande Papa, deste cristão corajoso, deste apóstolo incansável, diante de Deus hoje só podemos dizer uma palavra tão simples como sincera e importante: Obrigado! Obrigado, nosso querido e amado Papa Paulo VI! Obrigado pelo teu humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja!
No seu diário pessoal, depois do encerramento da Assembleia Conciliar, o grande timoneiro do Concílio deixou anotado. 

"Talvez o Senhor me tenha chamado e me mantenha neste serviço não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades atuais, mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva" 
(P. Macchi, Paolo VI nella sua parola, Brescia 2001, pp. 120-121). 
Nesta humildade, resplandece a grandeza do Beato Paulo VI, que soube, quando se perfilava uma sociedade secularizada e hostil, reger com clarividente sabedoria – e às vezes em solidão – o timão da barca de Pedro, sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor.
Verdadeiramente Paulo VI soube «dar a Deus o que é de Deus», dedicando toda a sua vida a este «dever sacro, solene e gravíssimo: continuar no tempo e dilatar sobre a terra a missão de Cristo» (Homilia no Rito da sua Coroação, Insegnamenti, I, (1963), 26), amando a Igreja e guiando-a para ser «ao mesmo tempo mãe amorosa de todos os homens e medianeira de salvação» (Carta enc. Ecclesiam suam, prólogo).
RECITAÇÃO DO ANGELUS
Neste domingo em que se celebra o Dia Mundial das Missões, o Papa recordou que Paulo VI foi um vigoroso promotor da missão ad gentes.

Disso é testemunha sobretudo a Exortação Apostólica ‘Evangelii nuntiandi’ com a qual quis despertar o impulso e o empenho em relação à missão da Igreja.

Sublinhada também a profunda devoção mariana do Beato Paulo VI, como o prova a Exortação Apostólica “Marialis cultus” e o facto de ter proclamado Maria “Mãe da Igreja”, no encerramento da terceira sessão do Concílio Vaticano II. (RV)





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